Apex - Brasil


Para cerca de 700 empresas e representantes setoriais do Brasil, a Copa do Mundo 2014 pode ser uma boa oportunidade para fechar contratos de exportação ou para atrair aportes. A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) vai trazer para o evento 2,3 mil compradores, investidores e formadores de opinião de 104 países estrangeiros, que terão oportunidade de acompanhar os jogos no Brasil enquanto fecham seus negócios. De Minas Gerais, 94 empresas e entidades participam do Projeto Copa do Mundo, com destaque para os setores de cafés especiais, softwares e indústria mecânica.

Segundo o coordenador de Marketing de Relacionamento da Apex-Brasil, Diogo Akitaya, a expectativa é superar os resultados obtidos ne 2013, durante a Copa das Confederações. Na segunda quinzena de junho do ano passado, 903 empresas e entidades brasileiras recepcionaram importadores ou investidores em potencial de 70 países, o que resultou em US$ 3 bilhões em negócios com vigência de 12 meses. Desses, US$ 1,8 bilhão veio das exportações e US$ 1,2 bilhão em atração de investimentos. Este ano, dos 2,3 mil estrangeiros, cerca de 100 são investidores.

A Apex-Brasil prefere não fazer estimativas ou projeções sobre o volume de negócios que podem ser gerados neste ano. "Mas nossa expectativa é superar o resultado, considerando, inclusive, o tamanho da Copa do Mundo, que será realizada com um tempo maior, entre 12 de junho e 13 de julho de 2014", indica Akitaya. A participação de Minas é significativa no conjunto. Das 700 empresas e entidades brasileiras que atuam como parceiras do projeto, 94 são do Estado, destacando-se as 23 do setor de software; 19 da indústria mecânica; quatro do eletroeletrônico e sete do segmento de cafés especiais.

Diversificada - "Minas tem uma economia muito diversificada, o que se reflete nesse conjunto", observa Akitaya, lembrando que inclui desde o setor de alimentos, com produção industrial, até o de tecnologia, com maior valor agregado. "Há também entidades desses setores que representam outras empresas", observa, lembrando que são de todos os portes, do pequeno ao grande. Segundo ele, os convidados estrangeiros são indicados pelos brasileiros participantes do projeto, que, por sua vez, foram selecionados pela Apex-Brasil, segundo critérios de "maturidade exportadora".

De acordo com Akitaya, a iniciativa de promover negócios durante grandes eventos não chega a ser uma novidade, pois a Apex-Brasil atua de forma similar durante o Carnaval ou nos grandes prêmios de Fórmula 1. "O objetivo é oferecer uma experiência positiva do Brasil, reforçando a confiança nas empresas brasileiras, que têm oportunidade de mostrar o seu profissionalismo".

Mais de 800 agendas de negócios serão organizadas pelas empresas e entidades setoriais parceiras, nos dias anteriores e posteriores aos jogos. Serão reuniões com compradores, palestras e seminários, visitas a fábricas, fazendas, laboratórios e outras instalações produtivas. Enquanto a Apex-Brasil investe na hospedagem, no custo logístico e no espaço hospitality, que funcionará em 12 jogos da Copa, as empresas arcam com os custos das passagens e das agendas de negócios.

Os espaços de hospitality, destinados à interação entre os empresários brasileiros e estrangeiros, serão promovidos em 12 dos 64 jogos da Copa do Mundo. Estes ambientes serão montados nos estádios de cinco capitais: São Paulo, Brasília, Fortaleza, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Na capital mineira, o encontro entre compradores, exportadores e investidores será realizado nos dias 28 de junho e 8 de julho, com cerca de 160 participantes em cada dia.

 

Fonte: Diário do Comércio